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A DREAM BROUGHT ME HERE
exposição colectiva

Francisco Correia
João Motta Guedes
José Taborda

La Memória Artística Chema Alvargonzalez

GLOGAUAIR
Glogauer Str. 16
10999 Berlim (DE)
15.06 __ 29.06.2024

© Giulia Gr cortesia da GlogauAir

 

 

 

Há uma lentidão poética na história, marcada por imagens de cores fortes e fascinantes tons de preto.

Talvez, porque o ser humano tem no seu íntimo um espaço aéreo que busca a percepção e a resposta para a luta entre a perfeição e o efêmero e a busca perpétua pela complacência, habita apenas no sonho.

O fascínio do sonho reside na sua própria contradição.

A exigência de determinação filosófica e poética para a sua formalização e consequentemente, uma energia física e emocional para atingir o propósito. Há um impulso na nossa alma quando o sonho se materializa, de reformulamos inconscientemente a ilusão para nunca nos livrarmos do poderoso estado de fantasia do sonho. Se os sonhos são uma viagem - tantas vezes utópica, que vive em nós para um êxtase que supera o gozo sensorial, a visão muitas vezes alimenta nossa imaginação com imagens e referências passageiras, direcionando-nos para o infinito. A ilusão é um alento da Vida e sem ela o ser humano não seria capaz de se questionar sobre o que está ao redor ou mesmo, ou até mesmo abandonar o excepcional.

Talvez esteja no etéreo - como espaço cénico do sonho, onde traçamos uma extensão imensurável de ideias e ideologias onde temos voz e sentido num fórum cheio de teóricos benevolentes a vigiar a sociedade, capazes de ouvir, expressar e até acalmar. Nesta ambiguidade entre a consciência da voracidade e o consentimento, a história poética permanece em Lisboa e Berlim, cidades que partilharam a motivação construída num lugar e a imaterialidade de um sonho.

Em A DREAM BROUGHT ME HERE, as instalações apresentadas pela geração de artistas portugueses nascidos nos anos 90 cujos pais viveram o 25 de Abril de 1974, expressam a experiência da transformação e queda da nova Arte Ultra-Contemporânea Portuguesa. Berlim também moldou e reinterpretou o olhar artístico dos anos 90, que foi dividido pela existência do Muro até 1989.

Diferentes médiuns que tratam a poética do sonho e o olhar como uma circunstância deliberada, conectando-se com as obras de arte do artista espanhol Chema Alvargonzalez, fundador do Project Space onde se exibem e que viveu e trabalhou entre Barcelona e Berlim.

Esta reunificação de experiências, interpretações, liberdades e linguagens artísticas são uma nova declaração no ritmo regular da história, onde a poética não deve ser perdida na sociedade atual, onde assistir nem sempre nos permite ver ou escolher.

Mercedes Cerón, Diretora Artística e Fundadora da NAVE

“As portas se fecharam, e a única beleza que permaneceu foi a beleza cinza do aço que resiste ao tempo. Até mesmo a fragrância que poderia ter sido sentida foi deixada para trás, na terra das ilusões, da juventude, da plenitude da vida,

onde seus sonhos de inverno floresceram.”

Francis Scott Fitzgerald em Winter Dreams

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